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Sol Sanguíneo será encenado hoje no Teatro JP II

Um olhar questionador voltado ao homem contemporâneo, tão autocêntrico e inconsciente dos seus passos quando observado de longe. Essa é a proposta do espetáculo “Sol Sanguíneo”, uma montagem do Grupo Indigentes de Teatro em cima da obra de Salgado Maranhão. A apresentação acontece no Teatro João Paulo II, espaço mantido pela Fundação Monsenhor Chaves, nesta sexta-feira, 22, às 20h.

Com direção de Maneco Nascimento e interpretação de Vitorino Rodrigues, “Sol Sanguíneo” foi construído a partir do livro de poemas homônimo do poeta caxiense Salgado Maranhão. O ponto de partida é um homem simples (um menestrel, um contador de histórias) que direciona seu olhar inquietante e desconcertante sobre o homem contemporâneo e toda uma memória que está encravada em sua pele, olhos, sentidos. A obra está na lista de obras literárias que serão cobradas no Vestibular da UESPI neste ano.

A poesia de Salgado Maranhão destaca-se pelo trato apurado da linguagem. Influenciado pela filosofia oriental, o poeta traz para seus versos o estado de equilíbrio empenhado na relativização dos valores instituídos. O ser humano mostra-se cada vez mais limitado e distanciado da realidade em que vive e torna-se necessário soltar as amarras do convencionado e experimentar o desconhecido. É isso que o autor faz com sua poesia: toma a palavra e desnudando-a de seus significados usuais, explora sua condição polissêmica apontando para o caráter simples e transitório das coisas.