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Saiba um pouco mais sobre o Dia dos Folclore comemorado hoje (22)

Quando falamos em folclore, pensamos logo nos personagens da nossa cultura popular: Saci Pererê, Curupira, Iara, Mula sem cabeça, e outros. Mas a definição da palavra, que é a junção dos termos em inglês folk (povo) e lore(conhecimento) abrange diversas formas de criações culturais: lendas, contos, provérbios, canções, danças, artesanato, brincadeiras, festas, dialetos.

O folclore é importante na história de todos os povos, pois, por meio desse conjunto, pode-se conhecer a antiga cultura e preservar os costumes. No Brasil, essas tradições são ricas e diversificadas, uma vez que o país é bastante extenso e foi colonizado por uma mistura de povos. O interesse pelo folclore do país nasceu na segunda metade do século XIX. Mas foi na década de 1950 que houve um grande alvoroço e diversos estudos sobre o tema.

A palavra folk-lore foi publicada, pela primeira vez, em artigo do arqueólogo inglês William John Thoms, no dia 22 de agosto de 1846. Para homenagear o estudioso e o uso pioneiro do termo, o dia 22 de agosto passou a ser considerado o Dia do Folclore.

Legislação

No Brasil, o folclore é protegido por lei. Os artigos 215 e 216 da Constituição Federal garantem “o exercício dos direitos culturais” e incentivam “a difusão das manifestações culturais”.

Conheça algumas manifestações culturais que fazem parte do folclore brasileiro:

Personagens 

Saci-Pererê é um dos personagens mais famosos do folclore brasileiro (Foto: ars351/Creative Commons)

Saci-Pererê é um dos personagens mais famosos do folclore brasileiro (Foto: ars351/Creative Commons)

– Boto: Representado por um homem jovem e bonito que encanta mulheres em festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida .

– Iara: Sedutora sereia que enfeitiça os pescadores com sua beleza e canto e os leva para o fundo das águas.

– Saci Pererê: Menino negro de uma perna só que está sempre com seu cachimbo e um gorro vermelho. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso.

– Curupira: Anão de cabelos vermelhos e compridos, e com os pés virados para trás, que protege matas e os animais silvestres.

– Vitória-régia: Princesa que foi transformada em flor quando morreu afogada tentando alcançar a lua no reflexo do lago.

Festas e encenações

– Carnaval: Festa disseminada em todo o Brasil, consolidou-se apenas em meados do século XX e hoje tem diversas variantes regionais, que adotam ritmos e decorações específicos a cada local.

–  Congada: É uma festa animada por danças, cantos e música, onde se encena a coroação do Rei do Congo, acompanhado de um cortejo compassado, cavalgadas e levantamento de mastros.

– Cavalhadas: Teatralizações dramáticas que envolvem um ou mais animais, respectivamente bois e cavalos. Às vezes o animal é real, como nos rodeios.

– Festa junina: Comemora os santos católicos João Batista, Antônio e Pedro. Caracterizada por fogueiras, balões, quadrinhas e comidas como bolo de fubá, pamonha, pipoca e quentão.

Pratos típicos

– Região Norte: pato no tucupi, açaí, tucunaré na brasa, cuia de tacacá, creme de bacuri e de cupuaçu

– Região Nordeste: buchada, sarapatel, dobradinha, galinha de cabidela, quibebe, carne-de-sol, acarajé, tapioca

– Centro-Oeste: peixes de água doce, pequi, empada, pamonha, guariroba

– Sudeste: pão de queijo, cuscuz, moqueca, feijoada, doce de leite

– Sul: churrasco, carreteiro, chimarrão

Fonte: EBC 

Folclore Piauiense    

Bumba meu Boi é uma das manifestações mais ricas do folclore piauiense

Bumba meu Boi é uma das manifestações mais ricas do folclore piauiense

O folclore piauiense é rico em histórias, simpatias, causos, cordéis, folguedos, culinária, costumes e de tradições que demonstram a sabedoria popular e o linguajar descompromissado do nosso povo.

O Bumba – meu – Boi e a Quadrilha são exemplos de danças folclóricas piauienses que mais sobressaem: Bumba – meu – boi: dança originária do ciclo do gado que satiriza a relação desigual entre escravos e senhores no século XVIII. O ritual da dança é feito dentro de figurino de tecido brilhoso, chapéus coberto de espelhos enfeitados com franjas, a cantoria tem ritmo interessante e é acompanhado de instrumentos como o maracá, o bombo, apito entre outros. No ritual tem a parte falada em que personagens do cotidiano e folclóricas como engenheiros, doutor, o Caipora, o Burrinho, o Curandeiro, o Bastião, declamam e discursam no episódio da morte e ressurreição de um boi.

O Bumba Meu – Boi faz parte das festas de junho mês de Santo Antônio, São João e São Pedro. Quadrilha: esta festa junina que chegou ao Brasil no século XIX trazida pela Família Real portuguesa., caiu no gosto do povo e rapidamente se espalhou por todos os estados. No Piauí, segue o estilo tradicional em relação aos passos: cumprimento das damas troca de pares, caminho da roça, olha a cobra, etc. Os trajes são de chitas estampadas, o chapéu de palha com tranças, faz perto do figurino feminino e os homens estão sempre vestidos de matuto, camisa de xadrez, com remendos e calças “pega marreca”.  Assim como o Bumba- meu – Boi, ela é dançada no mês de junho em homenagem as “Santos” do mês.

Fonte: recantodasletras.com.br