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QUARTETO SONART, FORMADO POR PROFESSORES DO MÚSICA PARA TODOS, HOMENAGEIA EDINO KRIEGER NO SESC PARTITURAS

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Aconteceu ontem, quinta-feira (12/04), às 19h, no Música Para Todos, a 1ª Edição de 2018 do Sesc Partituras. O evento foi muito prestigiado e o Grupo SONART apresentou uma homenagem aos 90 anos de Edino Krieger.

O grupo instrumental de câmara SONART é formado por professores e uma aluna do Projeto Música Para Todos e tem a proposta de divulgar a música erudita, contemporânea e popular brasileira escrita para esse tipo de formação clássica: dois violinos, uma viola e um violoncelo.

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O quarteto, composto por Juan Carlos (Spalla da Orquestra Jovem do Música Para Todos), Ana Vitoria (aluna), David Emerson (Regente da Orquestra Jovem do Música Para Todos) e Caio Michel (Professor de Violoncelo), já realizou um concerto pelo Sesc Partituras. Os integrantes desenvolvem, por meio de grupos orquestrais, trabalho de concertos pela capital e demais cidades do Piauí.

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SAIBA MAIS SOBRE EDINO KRIEGER

Edino Krieger nasceu em Brusque (SC), em março de 1928. É um compositor brasileiro e um dos criadores das bienais de música contemporânea e da Orquestra Sinfônica Nacional.

Aos sete anos seu pai começou a instruí-lo em violino, em com 14 anos deu um concerto em Florianópolis que lhe valeu uma bolsa de estudos do governo do estado, transferindo-se para o Rio de Janeiro em março de 1943. Ali ingressou no Conservatório Brasileiro de Música, tendo aulas de violino com Edith Reis. Frequentou também o curso livre de composição ministrado por Hans-Joachim Koellreutter, na instituição. Com a saída de Koellreutter do Conservatório, passou a frequentar os cursos em sua casa, estudando composição, análise musical e história da música e integrando o Grupo Música Viva ao lado de Koellreutter, Claudio Santoro, Guerra-Peixe e Eunice Catunda.

Recebeu em 1945 o Prêmio Música Viva por Música 1945 para oboé, clarinete e fagote. Em 1948 foi selecionado como bolsista do Departamento de Estado dos EUA, após indicação de Koellreutter. Concorriam compositores com menos de 21 anos, e a banca examinadora era presidida por Aaron Copland e formada por Henry Cowell, Gilbert Chase e Carleton Sprague Smith. Como bolsista, participou do Festival de Verão de Tanglewood, onde estudou orquestração com Aron Copland e conheceu Darius Milhaud. Em seguida recebeu bolsa para estudar por um ano na Juilliard School of Music de Nova Iorque, na classe de composição de Peter Mennin. Estudou também violino e tocou na Mozart Orchestra de Nova Iorque. Representou a Juilliard no Simpósio de Compositores dos Estados Unidos e Canadá realizado em Boston, tendo executada sua obra Música de Câmara para flauta, trompete, violino e tímpanos.

Voltou ao Brasil em 1949, passando a procurar uma ocupação estável. Trabalhou com Koellreutter na organização do I Curso de Férias de Teresópolis em janeiro de 1950. Trabalhou com terapia musical no Hospital do Engenho de Dentro, e no mesmo ano tornou-se colaborador da Rádio MEC, da Rádio Roquette Pinto e crítico musical do jornal Tribuna da Imprensa.

Em 1955 recebeu bolsa do Brittisch Council para aperfeiçoamento em composição em Londres. A caminho da Europa, viajou com a delegação brasileira para o Festival da Juventude em Varsóvia, onde obteve o Prêmio Internacional da Paz. Chegando a Londres, estudo composição com Lennox Berkeley, e trabalhou para a Rádio BBC produzindo programas sobre compositores britânicos contemporâneos que seriam transmitidos para o Brasil ao longo do ano de 1956.

Retornando ao Brasil, reassumiu seu posto na Rádio MEC, onde foi indicado Diretor Musical e regente assistente da Orquestra Sinfônica Nacional. Em 1959 conquistou o prêmio maior do I Concurso Nacional de Composição do Ministério da Educação, com o Divertimento para Cordas, e foi agraciado com a Medalha de Honra do Cinqüentenário do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1961 seu Quarteto de Cordas nº 1 obteve o Prêmio Nacional do Disco. Em 1968 recebeu o Troféu Golfinho de Ouro pelo conjunto de sua obra, o que se repetiu em 1988. Em 1976 foi indicado Diretor Artístico da FUNTERJ – Fundação de Teatros do Rio de Janeiro, organizando a temporada de reabertura do Teatro Municipal e o Centro de Produções Teatrais de Inhaúma. Em 1979 criou o Projeto Memória Musical Brasileira junto ao Instituto Nacional de Arte.

Na década de 1980 recebeu vários prêmios e honrarias, como o título de Cidadão Emérito do estado do Rio de Janeiro (1982), uma condecoração do governo da Polônia em 1984, a Medalha Anita Garibaldi de Santa Catarina (1986), o Prêmio Shell de Música (1987) e foi patrono de um concurso de piano em sua cidade natal. Entre 1981 e 1989 dirigiu o Instituto Nacional de Música da FUNARTE, fundação também presidida por ele de 1989 até 1990, data de sua extinção, e de 2003 a 2006 exerceu a Presidência da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. É Presidente da Academia Brasileira de Música, tendo sido eleito por unanimidade.

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